terça-feira, 5 de janeiro de 2016

We are dying from overthinking. We are slowly killing ourselves by thinking about everything. Think. Think. Think. You can never trust the human mind anyway. It’s a death trap.

I don’t mess around or play games. I don’t believe in them. I just want honesty. I’d rather wake up one morning and say, “You know what? I had a really terrible dream that you were fucking someone else. Can you love me extra today?” instead of getting in a fight about some stupid shit and then at the end of the day being like, “Okay, can I tell you why I’ve been acting like this?” I’d rather say “Heads up” than “I’m sorry” later. Your relationship is supposed to be the safe place
Você diz que tem medo de amar, mas sempre acaba apostando no cara errado. Você diz que hoje não é o seu dia de sorte, mas não faz nada para mudar. Você diz que as pessoas te incomodam, mas não para pra conhece-las. Você diz sofrer por um amor, mas antes de tudo não tem amor próprio. O amor não é complicado, você é quem o complica.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Mas não importa mais. Algumas pessoas apenas não nascem para ficar juntas, digo juntas-juntas, embora seus encontros físicos sejam bem românticos e inesquecíveis. Vai ver é isso que querem dizer quando dizem que tudo isso é um jogo. Se você foi derrotado, não faz sentido ficar depois assistindo as reprises dos melhores momentos. Só tope jogar se souber perder. E eu perdi. Nós perdemos. Para nós mesmos, ou seja, perdemos para quem a gente é.
A alma às vezes se torna inerte. A carga que ela carrega é grande, o que existe no exterior com um tempo invade e traz a dor para o interno. Às vezes ela não aguenta o peso que o mundo traz e simplesmente se cansa. A compreensão do mesmo, traz agonia aos seus olhos. E os olhos da alma chora. Chora por estar vazia. Chora por não aguentar o peso do vazio. Chora o por querer se esvaziar do nada que existe em seu interior. É assim que a alma vai se cansando. Então ela chora novamente, por não conseguir se reerguer de seu próprio caos. E nessas horas a alma precisa de calma. Precisa de algo que à faça renascer. Precisa de um motivo que à faça querer reviver. E ela continua ali sufocando, à espera de algo. Mas talvez esse algo que ela tanto espera, nunca à tire de seu abismo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer.
Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda. Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta às vezes inútil. Respeito muito o homem que chora. Eu já vi homem chorar.

Clarice Lispector, in Crónicas no ‘Jornal do Brasil (1967)’



sábado, 17 de outubro de 2015

De vez em quando, a gente quer uma pessoa que tome conta do caos que é a gente.